Bárbaros são os outros

Ao comentar o tema antropofagia dos Tupinambás Montaigne (1533-1572) afirmou:

Na verdade, cada qual considera bárbaro o que não se pratica em sua terra….Não me parece excessivo julgar bárbaros tais atos de crueldade, mas que o fato de condenar tais defeitos não nos leve à cegueira acerca dos nossos. Estimo que é mais bárbaro comer um homem vivo do que o comer depois de morto; e é pior esquartejar um homem entre suplícios e tormentos e o queimar aos poucos, ou entrega-lo a cães e porcos, a pretexto de devoção e fé…

 Hoje, muito frequentemente nos espantamos com certas práticas culturais de outras sociedades, e nos acostumamos a ver pessoas que cometem “crimes” contra normas sociais ser submetidas a punições semelhante aquelas que se praticavam na época da inquisição.

Citação retirada de Laraia, R. B (1998). Cultura um conceito antropológico. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, p. 13.

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