A tecnologia de ensino de Skinner

Skinner, em seu livro The Technology of Teaching (traduzido pela E.P.U, em 1972, como Tecnologia do Ensino), define ensino como “um arranjo de contingências de reforço sob as quais o aluno aprende” (p.62). Essas contingências devem ser planejadas considerando-se a ocasião em que o comportamento ocorre, o comportamento em si e as conseqüências a esse comportamento. Para atuar com eficiência como mediador da aprendizagem o professor, portanto, terá de atentar para (pelo menos):

 (1) os comportamentos do aluno que estejam de acordo com os comportamentos-alvos, ou seja, os repertórios que a escola se propôs a ensinar; (2) liberar conseqüências (reforçadores) que possam fortalecer esses comportamentos-alvos.

No entanto, ao se preocupar com certos formalismos, como os já destacados neste espaço, em post anterior, o professor corre o risco de fortalecer comportamentos que não são essenciais para a aprendizagem – eventualmente até comportamentos incompatíveis com o aprender. É o caso, por exemplo, quando o professor exige que a criança segure o lápis de acordo de acordo com certos padrões e perde de vista as iniciativas da criança que são importantes para a aprendizagem como um todo.

Meu filho, de 5 anos, estuda numa escola particular e tem outros 23 colegas na classe. Ele tem uma professora – a escola mantém só uma auxiliar para três classes de pré-escola da mesma série. Com uma classe desse tamanho, uma só professora, e os recursos comumente adotados em sala de aula, não vejo como a professora possa liberar conseqüências reforçadoras, imediatas, para comportamentos que sejam relevantes no sentido de fortalecer e acelerar a aprendizagem.

Tenho a impressão de que em um ambiente como esse a professora torna-se mais sensíveis a comportamentos incompatíveis com o aprender do que com os comportamentos compatíveis com a aprendizagem. Ou seja, os alunos “indisciplinados”  possivelmente obtêm mais atenção da professora do que aqueles que estão engajados em suas tarefas acadêmicas. Daí a importância da programação do ensino e da adoção de alguma tecnologia, a exemplo das máquinas de ensino e programação do ensino, propostas por Skinner (1968/1972) que possa ajudar o professor na relação com seus alunos e facilitar a aprendizagem.

O tema máquinas de ensino e a programação do ensino, conforme Skinner (1968/1972), ser retomado em breve. Fiquemos, por enquanto, com a seguinte citação do autor:

 

 

Não é possível melhorar a educação pelo simples aumento de recursos a ela atribuídos, pela modificação da política educacional, ou pela reorganização do sistema. É preciso melhorar o próprio ensino.(Skinner, 1968/1972, p. 246).

 

E neste trecho:

 

Entregue a si mesmo, em um dado ambiente, um estudante aprenderá, mas nem por isso terá sido ensinado. A escola da vida não é bem uma escola, não porque ninguém nela aprende, mas porque ninguém ensina. Ensinar é um ato de facilitar a aprendizagem; quem é ensinado aprende mais rapidamente do que quem não é.” (p. 4)

Para saber mais, clique aqui:

[http://www.youtube.com/watch?v=EXR9Ft8rzhk&feature=related]

 

 

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