Como me tornei behaviorista radical – 2ª parte

Sobre o processo seletivo para o mestrado

 

Embora não conhece nada sobre análise do comportamento, resolvi submeter-me ao processo seletivo ao Programa de Psicologia Experimental: Análise do Comportamento (PEXP) para o segundo semestre de 2005. O processo de seleção compreendia: análise de currículo, entrevista, prova de conhecimentos específicos e prova de inglês. Meu desempenho na prova de conhecimentos específicos não foi expressivo, como seria possível esperar de alguém com minha história, ou seja, com formação fora da psicologia e sem atuação na área ou áreas afins.

 

Fui entrevistada pela professora Amalia, então coordenadora do programa.

O dia de minha entrevista coincidiu com o dia do velório de uma famosa analista do comportamento. Mas mesmo sendo antecedida por um evento desagradável como esse, a entrevista foi bastante agradável.

 

Por volta de uma semana depois, a secretaria do PEXP, Dinalva, desde o início minha grande encorajadora, ligou-me para dizer que fui aceita no programa como aluna especial.  

 

O semestre seguinte foi riquíssimo. Fui matriculada em duas disciplinas: A História da Prática do Analista do Comportamento e Tecnologia do Ensino: a proposta behaviorista radical para educação. Participei também, como ouvinte, de um estágio acadêmico que consistia da discussão – antecedida por leitura – de Coerção e Suas implicações, de Murray Sidman (Editora Livro Pleno). As atividades foram coordenadas nada menos pelas tradutoras do livro.

 

Em novembro de 2005 submeti-me novamente ao processo seletivo, e em 2006 passei a ser aluna regular do PEXP.

 

Parafraseando Hobsbawm, agora eu era uma de fora que também estava dentro. E era só o começou de um grande desafio, com intensas atividades acadêmicas, que culminaram com minha dissertação (Análise de interações verbais em um blog jornalístico), defendida dia 25 de abril de 2008 (ver link ao lado).

 

Costumo dizer que nunca aprendi tanto em minha vida em tão pouco tempo. Foi – e tem sido – período de ouro para meu desenvolvimento intelectual.  Jamais poderia ter “escolhido” melhor um programa de pós-graduação. Cito meu próprio desempenho no mestrado como indicativo de excelência dos professores do programa.

 

Note-se que há pouco mais de três anos eu nem sabia o que era uma ciência que se intitula Análise do comportamento. Hoje estou fazendo doutorado na área (submeti-me ao processo seletivo para o doutorado em novembro de 2008).

Minha rápida evolução na análise do comportamento deve-se principalmente às condições oferecidas por professores e funcionários do PEXP para facilitar minha aprendizagem.

 

Nos próximos posts pretendo discutir alguns dos conceitos básicos em Análise do comportamento.

 

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