Discussão sobre revisão de literatura

De forma geral, dois aspectos chamaram minha atenção na volta às aulas do doutorado, particularmente no início das aulas da disciplina Seminários de Pesquisa, ministrada pela professora Maria do Carmo Guedes, na qual estou matriculada. A forma como a professora da iniciou a aula em si já poderia ser classificada como uma aula sobre como dar uma aula inicial em um curso qualquer. É praticamente um consenso hoje a defesa de que o professor deveria, dentro do possível, partir daquilo que os alunos já sabem sobre o tema. Sempre haverá alguém na classe que saberá algo a respeito dos assuntos a ser destacados em um curso. Então a professora iniciou o curso com uma pesquisa acerca da atividade de pesquisar.

Não me lembro quais foram as questões – tivemos de entregar o questionário com as repostas para a professora – mas lembro-me que na primeira questão, a professora perguntou algo referente às expectativas de cada com a disciplina. Questionou-nos sobre as diferenças entre a produção de uma dissertação de mestrado e uma tese de doutorado. Perguntou, ainda, quais são os requisitos de uma boa pesquisa e o que seria inaceitável numa pesquisa, entre outras questões .

Preparar um procedimento como esse no início do curso além de ser uma forma de conhecer um pouco o que o aluno supostamente já conhece sobre determinado tema ajuda o professor a avaliar o próprio desempenho e o desempenho de seus alunos ao longo do fim do curso. Talve por isso seja um procedimento pouco comum.

O segundo ponto marcante na aula, a meu ver, foi a discussão sobre revisão de literatura. Um dos principais objetivos dos professores do PEXP com a disciplina Seminários de Pesquisa é acompanhar o desenvolvimento de cada pesquisador na revisão da literatura relevante para a própria pesquisa. Não vou resumir aqui a discussão em sala de aula, mas vou compartilhar o primeiro texto indicado para leitura pela professora: Revisão de literatura: conceito, função e estrutura, do professor Sergio Luna. Trata-se de um texto primoroso, de fácil leitura (parece que o professor está batendo papo frente a frente com o leitor) essencial para todo pesquisador.

A leitura do texto de Luna fez-me temer os desafios que teremos pela frente. Se a revisão exige tanto cuidado e rigor quanto o professor sugere no texto, imagine o resto da pesquisa. Clique aqui para ler o artigo de Sergio Luna na íntegra.

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