Por que nos comportamos em grupo

Ao contrário de classificar o homem como ser político, ser social e com definições desse tipo, Skinner (1953/2003) defende que indivíduos se comportam juntos porque ao fazê-lo aumenta o próprio poder de obter reforços. Embora comportamento seja tipicamente um fenômenos individual, o resultado da ação em grupo normalmente supera efeitos que poderiam ser obtidos por um organismo agindo individualmente. Skinner cita alguns exemplos de comportamento em grupo cujo efeito seria menor ou até impossível no caso do comportamento individual:

O homem que puxa uma corda é reforçado pelo movimento da corda, não importando o fato de que seja necessário que outros estejam ao mesmo tempo puxando a corda.  O homem adornado com uniforme completo, desfilando elegantemente pela rua, é reforçado pelo aplauso da multidão mesmo que não o fosse se estivesse desfilando sozinho. O covarde no bando linchador é reforçado quando sua vítima se contorce de terror diante de suas ameaças – sem importar o fato de que centenas de outros estão, e têm que estar, gritando também. As consequências reforçadoras geradas pelo grupo excedem facilmente os totais de consequências que poderiam ser conseguidas pelos membros se agissem separadamente. O efeito reforçador total é enormemente acrescido. (Skinner, 2003, p.341)

Referência:

Skinner, B. F. (2003). Ciência e Comportamento Humano. São Paulo:  Martins Fontes.

Aqui, o livro original integralmente, em inglês.

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