A modelagem de Steve Jobs

Estou lendo a biografia de Steve Jobs, escrita pelo jornalista Walter Isaacson. O título poderia ser algo como “A modelagem de um gênio endiabrado da tecnologia”. Isaacson é biografo de outras personagens famosas, como Benjamin Franklin e Einstein. Relata que desde sempre Jobs foi tratado como especial, no melhor sentido possível do termo, pelos pais adotivos que fizeram de tudo para oferecer boa educação para o filho e um ambiente propício para a realização de experiências. Na apresentação da biografia de Jobs este trecho de Isaacson chamou-me atenção por mostrar, entre outros aspectos, que conhecimento científico é fundamental para inovação.

“A criatividade que pode surgir quando o talento para as humanidades se use ao talento para as ciências em uma personalidade forte foi o tema que mais me interessou em minhas biografias de Franklin e Einstein, e creio que será fundamental para a criação economias inovadoras no século XXI”.

Sobre a escola

Isaacson mostra que Jobs seria hoje tido como um desajustado da vida acadêmica, não fossem os pais que compreenderam que a falha era da escola, que não oferecia estímulo para o garoto. Felizmente, Jobs encontrou uma professora que soube estabelecer condições para estimular o jovem que era fora da curva. Antes de terminar o quarto ano foi expulso duas ou três vezes. Até que encontrou uma professora que soube estabelecer contingências de ensino para estimulá-lo. Depois de observá-lo por duas semanas a professora decidiu propor um desafio: entregou a Jobs um caderno de exercícios de matemática e prometeu que se ele acertasse a maioria daria a ele um pirulito gigante e cinco dólares. Jobs devolveu o caderno em dois dias e passou a resolver os exercícios seguintes sem precisar de “recompensa material”.

Os pais de Jobs frequentava uma igreja luterana. Aos 13 anos começou a questionar dogmas de sua igreja, conforme sintetizado por Isaacson neste trecho:

“Refletindo sobre seus sentimentos espirituais ele [Jobs] disse que religião era melhor quando enfatizava experiências espirituais, em vez de dogmas aceitos”. ‘O cristianismo perde sua essência quando fica baseado demais na fé em vez de viver como Jesus ou ver o mundo como Jesus o viu. Acho que as diferentes religiões são portas diferentes para a mesma casa. Às vezes, acho que a casa existe, e às vezes, não. É o grande mistério.”

Clique aqui para assistir a uma entrevista do autor,  de 2012, no Roda Viva.

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