Só vemos o que vale a pena ser visto

Andando na rua com meu filho, ele comenta que todos os carros que encontra têm placa SP São Paulo. E eu respondo que não é verdade. A começar, digo, os pais de seu melhor amigo, cujo avô vive no Paraná, tem carro com placa do Paraná em vez de placa de SP Paulo. Proponho-lhe um jogo: enquanto caminhamos para o colégio, vamos observar as placas dos carros parados ou que passam ao nosso lado. Placas SP São Paulo não contam ponto. Placas de outras cidades de São Paulo contam 1 ponto. E placas de outros estados contam dois pontos. Ao chegar ao colégio, meu filho havia identificado várias placas de outros estados, além de muitas placas de cidades do Estado de São Paulo. Umas até cujos nomes tive de ensiná-lo a pronunciar, como, por exemplo, Guaratinguetá.
Esse é um simples exemplo de que, embora geneticamente sejamos capazes de ver o mundo ao nosso redor, dependemos de uma história de reforço para vê-lo de fato. É a história de reforço que torna certos estímulos relevantes ou irrelevantes para nós em dadas circunstâncias.
Aproveite este episódio para mostrar para meu filho que dependendo de outros para tudo: até para ver melhor.

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