Das contingências do reforçamento comportamental

images_prof_alunoA professora perguntou a uma classe de aluno do ensino fundamental qual é a frase que eles mais ouviam no dia-a-dia deles. Um dos alunos disse achar que a frase mais comum ouvida em seu cotidiano era: “Fulano, se comporta!”

A professora, esperta em psicologia comportamental, orientou seu aluno a responder à mãe que comportamento é como o fluxo de águas de um Rio corrente: não para. Enquanto houver vida, há comportamento.

Na primeira vez em que a mãe mandou o filho se comportar, o filho respondeu: mãe, por acaso estou morto? Se não estou morto, estou me comportando. A professora disse que só não se comporta quem já morreu.

A mãe resolveu tirar a questão a limpo e marcou uma reunião com a professora.  Afinal, quem já viu mãe aceitar ter menos autoridade sobre o filho que a professora dele?

A professora, muito educadamente, ouviu a queixa da mãe. E aproveitou a oportunidade para ensinar a mãe como descrever melhor ao filho as contingências de reforço – ou as condições sob as quais uma classe de resposta produz certas consequências – a classe de respostas envolvidas em fazer as lições de casa, por exemplo.

Da próxima vez que seu filho exibir comportamento considerado inadequado, seja mais específica:  esclareça as contingências de reforço, ou seja,  descreva: (1) o comportamento desejado; (2) as consequências para o comportamento desejado.  Ou o contrário: comportamento indesejado e consequências para esse comportamento. Alertou que é preciso ser coerente e agir de acordo com o especificado. Citou como exemplo de descrição de contingência as condições para o filho brincar com os amigos na quadra do prédio quando restava uma lição de casa para entregar no dia seguinte.

Se o filho terminar a lição em dado tempo, com certa qualidade, poderá descer para a quadra e jogar com os amigos. A professora aconselhou a mãe a ser bastante específica, do contrário o filho poderia terminar a lição de qualquer jeito, fazer a lição ‘malfeita’, e correr para brincar com os amigos. Esse caso exemplifica uma contingência do tipo “se”….”então”… Em nossas relações no dia-a-dia muito frequentemente, porém, falta completar a descrição.

Regras, como as mencionadas, devem descrever as condições para se obter (ou livrar-se, escapar) de certas consequências.

Sobre o conceito de contingencia de reforço na Análise do comportamento, leia aqui artigo da professora Deisy das Graças de Souza, da UFSCar. E aqui, temos um artigo das professora Amalia Andery e Tereza Sério sobre definição de comportamento; comportamento e causalidade entre outros assuntos do gênero.

Boa leitura

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