Universo feito de palavras

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“O universo é feito de histórias, não de átomos”, diz a poetisa Muriel Rukeyser. De modo semelhante, Anatol Rapoport afirmou que “a espécie humana vive em um oceano de palavras”. Para refletir sobre o tema, indico a leitura do artigo Dizer e fazer: a palavra e a construção do mundo, da professora Maria Amalia Andery. O artigo pode ser lido integralmente aqui. Outro artigo interessante para essa discussão é Antecedents and Consequences of Words, de Charles Catania, que pode ser lido aqui

Para Skinner, autor de Verbal Behavior (entre ouros livros) o que diferencia a espécie humana de outras espécies é o comportamento verbal. Clique aqui para conhecer os primórdios do livro, as William James Lectures de Skinner. Uma ótima introdução ao livro pode ser lida aqui. E para conhecer esse e outro livros de Skinner visite o site da Fundação B. F. Skinner.

Como disse Catania no referido artigo, não é possível fugir das palavras. Se é assim,  é melhor tentar compreender como somos controlados (e controlamos outras pessoas) por meio da manipulação de estímulos verbais.

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Precariedade dos contratos provisórios na educação superior

Do Higher education network, Academics Anonymous, Guardian

“Eu imploro por trabalho de semestre a semestre. Tenho de prestar atenção constantemente nas minhas palavras, ações e linguagem corporal para evitar um fim de carreira. Não estou autorizado a ficar com raiva, questionar decisões ou contra-argumentar. Tenho de continuar a dizer sim. É como é”. Leia texto completo no original, em inglês, aqui.

 

 

Sobre os desafios de ser mulher, mãe e doutoranda

Do Anonymous academic,Guardian

“Ano passado, após quatro anos,  finalmente conclui meu doutorado. Eu tinha 48 anos. Comecei a fazê-lo porque estava à procura de um desafio intelectual, enquanto criava  meus filhos em uma área remota. Sentia-me desconectada e minha pesquisa me deu um foco. Mas o impacto sobre a minha família, tanto financeiro quanto emocional, é algo que ainda estou tentando conciliar.

Minha pesquisa envolveu a análise de argumentos sobre a forma como entendemos nosso relacionamento com o resto da existência. Cheguei à conclusão de que, de fato, não dirigimos nossas próprias vidas. Somos uma mistura de condições e circunstâncias. E o mito de que somos livres para escolher é um truque ideológico para lidar com elogio e punição”. Leia o texto completo, em inglês, aqui.